Os media noticiaram há dois dias que o atleta sul-africano Óscar Pistorius, amputado de ambas as pernas, tinha conseguido os mínimos para competir na corrida dos 400 m nos Jogos Olímpicos de 2012.
O atleta usa em prova umas próteses especiais em forma de C, criadas pelo norte-americano Van Phillips nos anos 80, para lhe facilitar as suas próprias corridas desportivas, já que sofreu a amputação duma perna.
O atleta usa em prova umas próteses especiais em forma de C, criadas pelo norte-americano Van Phillips nos anos 80, para lhe facilitar as suas próprias corridas desportivas, já que sofreu a amputação duma perna.
Ficamos naturalmente satisfeitos e fascinados por saber de mais uma pessoa que correu atrás dos seus sonhos e superou todos os desafios que a sua limitação física lhe colocava. Ele não se contentou em ser um campeão para-olímpico, mas quer ser OLÍMPICO sem prefixos.
Mas a notícia não se fica por aqui. Ficámos a saber que Pistorius teve de enfrentar uma batalha jurídica para ser admitido à competição.
Pelos vistos a Federação Internacional de Atletismo entendeu que as suas próteses lhe davam uma vantagem ilegítima sobre os demais atletas. E só o recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto lhe reconheceu os seus direitos.
Se não fosse o Tribunal Arbitral, só nos restava exclamar: "Valha-nos Deus!"
Tanto me procuro consolar com a ideia de que o nosso mundo está cada vez mais inclusivo, mas não me livro de apanhar com estas notícias-bofetadas.
Felizmente que os tais queixosos da concorrência desleal do Pistorius não me consultaram. Pois teriam a sugestão exacta: Não se amofinem com o homem e respondam-lhe na mesma moeda, mandem amputar as pernas e corram com próteses.
Mas a notícia não se fica por aqui. Ficámos a saber que Pistorius teve de enfrentar uma batalha jurídica para ser admitido à competição.
Pelos vistos a Federação Internacional de Atletismo entendeu que as suas próteses lhe davam uma vantagem ilegítima sobre os demais atletas. E só o recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto lhe reconheceu os seus direitos.
Se não fosse o Tribunal Arbitral, só nos restava exclamar: "Valha-nos Deus!"
Tanto me procuro consolar com a ideia de que o nosso mundo está cada vez mais inclusivo, mas não me livro de apanhar com estas notícias-bofetadas.
Felizmente que os tais queixosos da concorrência desleal do Pistorius não me consultaram. Pois teriam a sugestão exacta: Não se amofinem com o homem e respondam-lhe na mesma moeda, mandem amputar as pernas e corram com próteses.
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