Depois do fabuloso relatório do FMI sobre a "refundação" do estado, o primeiro-ministro veio apaziguar os clamores públicos dizendo que aquilo não é a "bíblia" do governo. E acrescentou já ter pedido um outro relatório à OCDE sobre a matéria, para enfim ter outro menu à escolha.
A OCDE tratou de responder que não sabia de nada. Mas pouco depois anunciava-se que o imparável Carlos Moedas iria de facto reunir-se com uma delegação daquele organismo para preparar o pedido formal do dito relatório sobre a reforma do estado português que, diz-se, poderá levar 3 a 6 meses até estar concluído.
Cortes no subsídio de desemprego de quem tem mais anos de trabalho,
redução dos salários públicos, com especial incidência nos funcionários
menos qualificados, e aumento do horário de trabalho serão três
propostas que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Económico (OCDE) deverá verter dentro de alguns meses num estudo sobre a
reforma do Estado.
Infelizmente o jornal vai acertar. E não por ser bruxo.
Pelos vistos tanto o FMI como a OCDE prestam-se alegremente a escrever conforme a encomenda do cliente. Costuma dizer-se: Quem paga é que manda. Só que neste caso o Pedro manda, mas quem paga é o Zé... Paga o relatório e paga as consequências do relatório... Que raio de sina!...
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