segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

(E)ternamente


Nem os rios caudalosos conseguirão submergir o amor  (Cântico dos cânticos, 8,7)



Pela manhã
Nos encontrámos
E doce foi
O teu calor;
Pelo meio-dia
Nos abraçámos,
Foi brisa fresca
O teu amor.
Se a tarde encolhe
A luz no céu,
Dentro de nós
Outro fulgor
Arde sem fim.
Mãos enlaçadas
Somos tu e eu:
Amor sem tempo,
Sonhos ao vento
Selva e jardim.
Só sei de mim
Se estás comigo:
Apoio sereno,
Coração terno,
No entardecer
Que a nós vem ter.
Sonho com sonho,
A vida é nossa,
Juntos iremos,
Juntos bebemos
Cada sabor
Dum eterno amor.
 

Sem comentários: