segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A morte saíu à rua


Há cinco dias as notícias da crise foram interrompidas por mais um absurdo morticínio. Desta vez uma razia de armas pesadas sobre uma pacata multidão às compras numa praça de Liège. Cinco ou seis mortos, muitas dezenas de feridos.

Uma ferida é o que estes acontecimentos têm de abrir na nossa consciência. Como seres humanos, o espectro dos nossos comportamentos pode oscilar entre a mais abjecta destrutividade e a mais sublime criação. Cabe-nos escolher o nosso lugar nesta escala da dignidade e iluminar com o nosso modo de vida as pessoas que nos rodeiam.

Não acredito que alguém se degrade sozinho. Como também ninguém se sublima sozinho.

A este propósito, acabei de colocar aqui a mensagem Pulsões de morte, de 28 de Julho, que tinha guardado em rascunho. Porque senti então pudor em cavalgar a dor de alguém para exibir pretensas sabedorias.


Sem comentários: