Hoje copio para aqui os parágrafos iniciais do que escrevi no Plano de Actividades 2012 da Cerci-Lamas.
Há um ano escrevíamos sobre a crise económico-financeira como se estivéssemos a bater no fundo. Por isso hoje já não temos palavras para dizer que continuamos a deslizar perigosamente num plano inclinado.
Quando os principais líderes mundiais e europeus parecem baratas tontas a desdobrarem-se em reuniões inconsequentes e em declarações contraditórias; quando os gurus da economia e das finanças se enredam em explicações sem nexo ou em banalidades entediantes; quando os mesmos banqueiros que nos seduziram com dinheiro fácil vêm agora censurar-nos o endividamento; quando os políticos que aboliram alegremente todas as barreiras comerciais vêm agora afirmar que o maior pecado é o défice externo das famílias e das empresas; quando nos dizem, com ar cínico ou condoído, que o remédio para todos estes males é tornarmo-nos mais pobres; quando finalmente nos dizem que recessão é um bom caminho para a regeneração; então temos de presumir que não é apenas a falência económica que nos ameaça, mas também a falência intelectual e psicológica.
No nosso cantinho de pequena cooperativa, agarremo-nos aos nossos valores, no caso a solidariedade, o rigor e a responsabilidade, para tentarmos manter a lucidez no meio desta tormenta.
Pagamos como os outros os pecados da crise mas as culpas pouco nos colhem. Ao crédito não recorremos. Se temos alguma parte no défice externo, receamos vir a tê-la ainda mais no futuro porque muitos produtores nacionais se encontram em risco e porque as normas legais de transparência que nos obrigam, enquanto instituição com financiamentos públicos, proíbem a discriminação positiva da produção nacional.
Quando os principais líderes mundiais e europeus parecem baratas tontas a desdobrarem-se em reuniões inconsequentes e em declarações contraditórias; quando os gurus da economia e das finanças se enredam em explicações sem nexo ou em banalidades entediantes; quando os mesmos banqueiros que nos seduziram com dinheiro fácil vêm agora censurar-nos o endividamento; quando os políticos que aboliram alegremente todas as barreiras comerciais vêm agora afirmar que o maior pecado é o défice externo das famílias e das empresas; quando nos dizem, com ar cínico ou condoído, que o remédio para todos estes males é tornarmo-nos mais pobres; quando finalmente nos dizem que recessão é um bom caminho para a regeneração; então temos de presumir que não é apenas a falência económica que nos ameaça, mas também a falência intelectual e psicológica.
No nosso cantinho de pequena cooperativa, agarremo-nos aos nossos valores, no caso a solidariedade, o rigor e a responsabilidade, para tentarmos manter a lucidez no meio desta tormenta.
Pagamos como os outros os pecados da crise mas as culpas pouco nos colhem. Ao crédito não recorremos. Se temos alguma parte no défice externo, receamos vir a tê-la ainda mais no futuro porque muitos produtores nacionais se encontram em risco e porque as normas legais de transparência que nos obrigam, enquanto instituição com financiamentos públicos, proíbem a discriminação positiva da produção nacional.
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