sábado, 31 de dezembro de 2011

Janeiras da crise


Ano novo vida nova

Diz o povo com vontade,

Mas a vida segue velha

Da crise que nos invade.


Desemprego e mais impostos,

Mais trabalho e menos ganho,

Assim manda a Santa Troika,

Trata-nos como um rebanho.


Agarra-te a uma estrela,

Podes chamar-lhe Esperança,

E procura nesta terra

Quem mais tenha tal lembrança.


Juntos vamos dar a volta

A esta terra distorcida:

Onde encontrarmos a fome

Repartimos a comida.


Onde acharmos servidão

Plantamos cidadania;

Onde encontrarmos desânimo

Semeamos alegria.


Onde acharmos violência

Plantamos negociação;

Onde acharmos conformismo

Levamos intervenção.


Onde acharmos cobardia

Ensinamos coerência;

Onde acharmos fingimento

Semeamos transparência.


Faremos dois mil e doze

Motor dum novo sentir:

COOPERAÇÃO GERA PROGRESSO,

DESIGUALDADE É REGREDIR.


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